Translate

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Bouquet Garni e Gremolata


Ervas são as folhas e os talos de plantas aromáticas comestíveis. Os óleos essenciais neles presente dão a cada erva seu sabor característico.
As ervas podem ser divididas em dois grupos: duras e macias. As duras suportam o cozimento por períodos mais longos sem perder o seu poder. Algumas são beneficiadas com o aquecimento, que suaviza seu sabor. No grupos das ervas duras estão o alecrim, sálvia, tomilho ( com talos semelhante à madeira ), louro, capim-cidreira e as folhas maiores do orégano mais velho.
As ervas macias devem ser usadas cruas ou adicionadas no final do cozimento. Entre elas estão a cebolinha, manjericão, hortelã, cerefólio, salsa, coentro, estragão, tomilho jovem, manjerona e orégano jovem.
As ervas não podem faltar na culinária. Elas dão um toque de frescor a muitos tipos de pratos. Ao serem usadas juntas, criam um sabor complexo e arredondado. Podem ser considerdas peças básicas e imprescindíveis na culinária e vale a pena fazer experiências com elas.
O famoso bouquet garni nada mais é do que um maço de ervas usado para dar sabor a pratos como sopas e ensopados, onde tem que se eliminar as ervas no final da cocção. Existem vários tipos de bouquet garni, mas a combinação clássica é feita com tomilho, louro, salsa e aipo. Alguns incluem a sálvia, o alecrim e às vezes especiarias, como cravo-da-índia ou pimenta-de-caiena.
Para fazer um bouquet garni, amarre as ervas juntas com um barbante, deixando as folhas de louro por fora, para formar o embrulho; ou amarre tudo dentro de um saquinho de musseline.
O bouquet garni é uma forma francesa de aromatizar a água do cozimento dos alimentos. Em vez de colocar um cubinho de caldo de carne ou galinha na água de cozimento, basta preparar um pequeno bouquet com as ervas, amarrar tudo com um barbante e mergulhar na água fervente. No final do cozimento é só retirar o bouquet e jogar fora.

GREMOLATA



Este molho italiano é tradicionalmente salpicado sobre pratos prontos, como ossobuco, antes de servir. A gremolata também vai muito bem com ovos mexidos e salmão, com frango ou vitela.

Ingredientes
1 xícara de folhas de salsa bem apertadas
1 dente de alho esmagado
casca ralada de 1 limão grande

Modo de Preparo
1. Picar muito bem a salsa.
2. Acrescentar o alho e amassar bem.
3. Misturar a casca do limão.
4. Usar imediatamente ou guardar na geladeira em recipiente fechado,  por algumas horas.

Dica da Zela: As ervas congeladas são melhores do que as secas, dependendo do uso pretendido. Prefiro utilizar ervas frescas, mas em muitos casos é útil saber como se faz para congelar ervas, principalmente se tiver que escolher entre a erva congelada e a seca.
Para congelar comece lavando as ervas. Espalhar em papel-toalha para secar. Dispor em cima de um bandeja forrada de filme plástico. Congelar, sem embrulhar, por cerca de 3 horas. Quando for usar, retirar as folhas do talo.  As ervas se conservam por até 6 meses.


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Panquecas

Antes de os fornos se tornarem comuns, uma frigideira cozinhava uma mistura de farinha e água, produzindo um pão achatado parecido com um bolo feito na frigideira, que em inglês seria um "pan cake".
Hoje as panquecas podem ser finas e delicadas, sendo chamadas de crepes; ou macias e espessas. Ao fazer panquecas finas, a temperatura precisa ser ajustada de modo que a superfície fique firme antes que a base fique escura.
Com recheios doces, salgados, ou simplesmente cobertas com manteiga e com maple syrup, as panquecas nunca saem de moda.
Doces, salgadas, quentes ou geladas as panquecas vão bem em qualquer refeição, seja frio ou no calor. Com a mesma massa, mas com coberturas e recheios diferentes, o prato pode ser um complemento do café da manhã, a estrela da refeição ou mesmo uma deliciosa sobremesa. É por ser um prato fácil de preparar e extremamente versátil, que a panqueca costuma marcar presença nas mesas de diferentes países.
Seja lá qual for a origem da panqueca...italiana ou francesa, a receita em suas diversas formas ( dobrada, enrolada, aberta ou sobrepostas a outras ) é uma boa opção, principalmente para quem gosta de criar na hora de cozinhar.
Aqui vão as receitas das duas panquecas que mais gosto e que são as mais simples: panquecas finas e grossas.

PANQUECAS FINAS




Ingredientes
125 g de farinha de trigo
2 ovos grandes
20 g ( 1 colher de sopa ) de açúcar vanille ou açúcar aromatizado com baunilha ( opcional )
1 pitada de sal marinho
250 ml de leite frio
40 g ( 2 colheres de sopa ) de manteiga derretida

Modo de Preparo
1. Juntar todos o ingredientes em uma tigela e bater com um batedor manual até obter uma massa macia.


2. Cobrir e deixar na geladeira por 2h. A massa deve ter a consistência de um creme fino. Adicionar mais leite para diluir a massa, se necessário.
3. Aquecer uma frigideira antiaderente de fundo grosso para panquecas. Retirar do fogo, e com uma concha, despejar um pouco de massa na frigideira.


4. Movimentar a frigideira para que o fundo fique uniformemente coberto com a massa. Levar a frigideira ao fogo médio. Cozinhar por cerca de 45-60 segundos, ou até que as bordas comecem a dourar e a se retrair.


5. Soltar a panqueca da frigideira e virá-la para cozinhar o outro lado por 30-60 segundos.


6. Colocar em um prato. À medida em que as panquecas forem ficando prontas, empilhar uma sobre as outras e manter cobertas.
7. Servir com um fatia de limão siciliano e polvilhada com açúcar cristal ou demerara.

rendimento: 12 panquecas

PANQUECAS GROSSAS




Ingredientes
150 ml de leite
2 ovos grandes, mais 1 clara
40 g ( 2 colheres de sopa ) de manteiga derretida
20 g ( 1 colher de sopa ) de mel
20 g ( 1 colher de sopa ) de açúcar refinado
200 g de farinha de trigo, peneirada
14 g ( 2 colheres de chá ) de fermento em pó

Modo de Preparo
1. Juntar o leite, os ovos inteiros, a manteiga, o mel, o açúcar, a farinha e o fermento em pó numa tigela e bater até obter uma massa homogênea. Ao ser despejada de uma concha, a massa deve formar uma tira grossa e macia.
2. Cubrir a tigela e deixar descansar por 2 h na geladeira ou deixar uma noite na geladeira, se for fazer as panquecas para o café da manhã ou brunch.
3. Aquecer uma frigideira antiaderente de fundo grosso ou uma chapa até ficar quente. Para testar a temperatura da frigideira, despejar uma colher de chá da massa o centro. Após 1 minuto, a parte superior da massa deve estar cheia de pequenos buracos.


4. Com uma espátula, atirar a panqueca-teste para o ar. Ela deverá apresentar uma cor dourada no lado cozido. Se estiver escura ou queimada, diminuir o fogo e testar outra vez.
5. Quando obtiver a temperatura ideal, fazer as panquecas. Colocar uma concha, cerca de 60 g ( 4 colheres de sopa ), de massa na frigideira e inclinar para que a massa se espalhe pelo fundo. Após 1 minuto, a superfície deverá estar cheia de furinhos. Levantar a panqueca com o auxílio de uma espátula e atirar para cima, virando-a. Cozinhar o outro lado por mais 1 minuto.
6. Retirar a panqueca da frigideira e manter aquecida enquanto cozinha as outras.
7. Servir imediatamente empilhadas ( 5-6 panquequinhas ), regar com mel ou maple syrup e colocar em cima um cubo de manteiga.

rendimento: 12 panquecas

Café da Manhã e Feirinha Orgânica no Ponto Org



Amigos neste sábado estarei mais uma vez pilotando o Café da Manhã no Ponto Org das 8:00 às 13:00h...tudo feito com produtos orgânicos vendidos na Feirinha!!! Além da Feirinha Orgânica teremos artesanato com bijouterias da Ana Luz e exposição de fotos de Dimitrius Borja.
Espero vcs lá!! Bjs



Ponto Org
Rua Otávio Kelly, 231 - Icaraí
Niterói - RJ
tel: 55 21 2611-6859

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Guisado de Coelho com Purê de Abóbora


O coelho passou a fazer parte da dieta humana há mais de 2.000 anos. A França atualmente é o país que mais consome coelho no mundo.
Conta a História que os monges espanhóis foram os pioneiros a domesticar coelhos, durante a Idade Média. Eles retiravam os animais dos túneis cavados na terra e os abrigavam nos mosteiros. Dessa primeira forma de criação às instalações e tecnologias da cunicultura de hoje, o bichinho percorreu um longo caminho que redundou em novas raças, diversas variedades e numa capacidade espantosa de proliferação. Não foi só isso. Na culinária de vários países, a carne do coelho foi aproveitada para o preparo de uma diversidade de iguarias. Na França, onde é mais apreciada, o consumo per capita chega a oito animais por ano. Tanto que o país não consegue suprir sua demanda e importa animais da China.
No Brasil, o consumo ainda é muito pequeno, cerca de 120 gramas per capita/ano, Segundo a APCC - Associação Paulista dos Criadores de Coelhos, o baixo consumo se deve ao desconhecimento do produto, ao preço da carne, ainda alto justamente por conta do baixo consumo e, também, ao rótulo de produto exótico que acaba intimidando o consumidor.
Mas, vale a pena experimentar. A carne do coelho é macia, saborosa, tem mais proteínas que a do frango, boi, carneiro ou porco, e menos colesterol do que todas elas. Seu consumo é apropriado para a prevenção de doenças cardiovasculares. É também um alimento de fácil digestão, ideal para a alimentação de crianças, idosos e convalescentes.
O peso médio de um coelho varia entre 1,5 e 2 kg.
Você pode encontrar para comprar o coelho já cortado, mas acho interessante que saibam como se cortar um coelho caso comprem o bichinho inteiro.
Nesta receita escolhi o purê de abóbora, mas outros purês de legumes podem ser utilizados, sozinhos ou misturados, como o purê de brócolis, cenoura, cogumelos, etc.

Ingredientes

Para o coelho
1 coelho
40 g de manteiga
150 g de cogumelos de Paris
1 echalota ( cebola roxa )
1/4 de maço de cebolinha
20 ml de conhaque
150 ml de vinho branco seco
150 ml de  creme de leite fresco espesso
500 ml de caldo branco de frango engrossado ( receita do caldo abaixo )
1 buquê garni ( tomilho, louro, salsa e aipo, embrulhados em uma lâmina de alho-poró ou amarrados )
150 g de alho-poró ( parte branca ) para decoração
100 g de batatas vitelotte ( violeta ) para decoração
sal e pimenta-do-reino moída a gosto

Para o purê
800 g de abóbora
200 g de cenoura
300 g de batata
1 L de leite
1 pitada de noz-moscada
60 g de manteiga
sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de Preparo
1. Cortar o coelho caso tenha comprado ele inteiro. Retirar a cabeça e separar os miúdos ( coração, fígado e pulmões ). Com um facão, seccionar as coxas na altura da bacia. Separar as duas coxas, eliminando a base da coluna ( cóccix ). Se as coxas forem bem carnudas, poderá dividi-las em dois pedaços. Cortar ao longo da base da caixa torácica, depois dividir a coluna vertebral ao meio, a fim de separar as duas patas dianteiras. Cortar o lombo em dois ou três pedaços, dependendo do tamanho. Aconselho que os talhos sejam firmes e precisos, a fim de evitar estilhaços de ossos na carne. O lombo pode ser desossado e depois recheado.


2. Em uma panela funda que possa ser levada ao forno, dourar os pedaços de coelho lentamente na manteiga.
3. Retirar e colocar sobre uma grade.
4. Fatiar e saltear os cogumelos. Acrescentar a echalota e a cebolinha picadas.
5. Flambar o conhaque ( colocar o conhaque numa concha, levar ao fogo e quando a chama acender, jogar na panela em que foi dourado o coelho ) e deglacear ao vinho branco( despejar um líquido frio sobre um recipiente de cozimento após retirar o excesso de gordura. Isso é feito para soltar e diluir os sucos que aderem ao fundo depois do cozimento ).
6. Acrescentar o creme de leite, o caldo branco e o buquê garni.
7. Recolocar os pedaços de coelho, cobrir e levar ao forno seco a 170°C durante 1 hora.
8. Retirar os pedaços. Passar o líquido do cozimento pelo chinois ou peneira fina e reduzir ao fogo até ganhar consistência mais grossa.
9. Temperar e recolocar os pedaços de coelho.
10. Descascar, lavar os legumes e cortar em cubos grandes.
11. Colocar os legumes em uma  panela com leite frio, um pouco de noz-moscada e cozinhar. Escorrer e bater no liquidificador.
12. Levar ao fogo brando e mexer sem parar. Juntar a manteiga e temperar.
13. Cortar o alho-poró em julienne ( corte em tirinhas bem finas, estreitas feitas com uma mandolina ou faca ). Fritar e salgar.
14. Cozinhar as batatas vitelotte com casca em água. Descascar e cortar em rodelas finas.
15. Servir em pratos rasos. Preencher sem encher ( um pouco menos que a metade ) com o purê uma forminha vasada de aro. No meio do purê colocar um pedaço de coelho. Regar com molho. Dispor sobre o coelho um punhado de fios de alho-poró e decorar com rodelas de batata vitelotte.

rendimento: 6 porções
tempo de preparo: 45 minutos
tempo de cocção: 1h10

Caldo Branco

Ingredientes ( para 1 litro )

200 g de ossos ( vitela, aves, caça, etc )
50 g de cenoura
50 g de cebola
50 g de alho-poró
30 g de aipo branco
1 buquê garni
2 cravos-da-índia
1,5 L de água

Modo de Preparo
1. Branquear os ossos triturados ( o mesmo que escaldar ou cozinhar um alimento em água fria para retirar o excesso de sal em carnes salgadas e secas ou amido em batatas, amolecer a casca de legumes secos, ou eliminar impurezas de carnes ). Lavar cuidadosamente.
2. Descascar, lavar e cortar em pedaços grandes os legumes.
3. Dispor os ossos em uma travessa e cubrir com água.
4. Acrescentar os legumes, o buquê garni e os cravos-da-índia. Deixar ferver.
5. Cozinhar sem cobrir retirando a espuma com uma escumadeira de vez em quando. O tempo de cocção depende da espessura dos ossos ( varia de 1 a 3 horas ).
6. Passar pelo chinois ou peneira fina, retirar o execsso de gordura da superfície e esfriar rapidamente.
7. Para engrossar fazer uma liga à base de molho roux ( 50 g de farinha de trigo e 50 g de manteiga ) ou de fécula de batata ( 50 g diluídas em água fria ).

Dica: Jamais tempere o caldo branco, pois ele pode ser reduzido, e assim concentrar o teor de sal.


Batata Vitelotte
Batata com uma cor violeta, tem uma pele escura, quase negra, e uma polpa azul-violeta matizada de branco. Tem o sabor delicado e também é conhecida como "Negresse ou Truffe de Chine".
É uma variedade de batata muito versátil, que pode ser consumida frita, cozida, em saladas ou purê.
É originária do Peru e da Bolívia e dizem ser uma mistura antiga de vários tipos de batatas peruanas.
Esta batata tem uma baixo rendimento na sua produção e por isso faz com que seja mais cara.


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Maçã Assada com Farofa de Canela e Sorvete de Creme


Ontem foi aniversário do meu bebê. Babi fez 12 anos e comemoramos em família. Cachorro-quente, pizza, pipoca, Pargo no Sal Grosso e Salada Verde. Pra fechar servimos de sobremesa uma receita de família: Maçã Assada com Farofa de Canela e Sorvete de Creme.
Simples de fazer, combinação perfeita de sabores!!!
Não sei bem de onde veio esta receita. Acho que foi minha tia que fez um dia e desde então  esta singela sobremesa é presença certa em qualquer festinha na casa dos Brum.

Ingredientes
4 maçãs Fuji
1 xícara de açúcar branco
1 a 2 colheres de sopa de manteiga
canela a gosto
1 limão
sorvete de creme

Modo de Preparo
1. Encher uma tigela com água e espremer o limão na água.
2. Descascar as maçãs e cortar em duas metades. Retirar sementes e cabos com cuidado para não destruir a polpa da fruta.
3. Cortar as maçãs em fatias de 0,5 cm no sentido do comprimento e deixá-las de molho na água com limão.
4. Misturar numa tigela o açúcar, a manteiga e a canela. Misturar até formar uma farofa. Colocar os ingredientes aos poucos até formar a farofa.
5. Cobrir o fundo de uma travessa refratária com fatias de maçã e polvilhar com a farofa. Repetir este processo até acabarem as fatias de maçã, finalizando com farofa.
6. Cobrir com papel alumínio e levar ao forno à 180° C por aproximadamente 15 a 20 minutos ou até as maçãs ficarem macias sem quebrarem.
7. Retirar do forno e servir ainda quente com sorvete de creme. Se sobrar, guarde na geladeira e antes de servir esquente a maçã no microondas por 20 segundos em potência máxima.

rendimento: 10 porções

Babi, eu, Teca ( irmã ) e mãe


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Risoto de Camarão com Morango


Amigos o que não falta aqui na minha cozinha é receita de risoto, prato italiano que virou febre aqui no Brasil.
Já postei várias receitas deste prato, mas em nenhuma delas contei a história desta delícia, que está ligada a uma história de amor. A lenda que explica a origem do risoto diz que o prato foi inventado pelo artista Valerio di Fiambra, no final da Idade Média. Responsável pela criação dos vitrais da catedral de Milão, Fiambra era conhecido por apreciar a boa comida e boa bebida de sua terra. Era na taberna da cidade onde vivia que ele aproveitava para degustar bons vinhos locais. Sua filha mais velha costumava seguir o pai às escondidas e observar o que acontecia naquele "local proibido".
Com o tempo, a jovem acabou apaixonando-se pelo filho do proprietário da taberna e foi correspondida. Em setembro de 1574, os dois se casaram. Durante os preparativos da festa de casamento, Fiambra deixou cair um pedaço de açafrão dentro do arroz cozido no caldo. A lenda conta que a atitude de Fiambra foi uma demonstração de ciúmes pela filha.
O resultado desta mistura acidental foi conhecido no final da  noite, quando os convidados começaram a procurar o cozinheiro criador da saboroso prato. Assim nascia o Risoto Branco ou Risoto alla Millanese, o mais tradicional de todos os risotos.
Bonita a história, mas voltemos ao risoto do dia: Risoto de Camarão com Morango. Não é mais do que o risoto de camarão adicionado de morangos, fruta ácida que combina perfeitamente com o sabor do camarão.
Fiz esta receita aqui em casa para minha mãe e filha. Durante o processo percebi que ficaria delicioso e resolvi dividi-lo com amigas que quisessem chegar aqui em casa. Assim recebemos Maria Elisa Bicudo e sua filha Beatriz, e ainda hospedava aqui a amiga holandesa Nynke Westerween.
Este foi um dos melhores risotos que já sairam das minhas panelas e só por isso merece ser dividido com vocês.

Ingredientes

Para o risoto
500 g de arroz arbóreo ou carnaroli
1 colher de chá de gengibre picado
2 L de caldo de camarão
2 kg de camarão cinza graúdo fresco com casca e cabeça (casca e cabeça serão usados para fazer o caldo)
2 caixas de morangos graúdos
5 camarões VM fresco para decoração
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 cebola branca média
50 g de manteiga
100 g de parmegiano reggiano ou grana padano
240 ml de vinho branco seco, aproximadamente

Para o caldo
Cascas e cabeças do camarão do risoto ( escolha os camarões com as cabeças mais vermelhas)
4 tomates sem pele picados
1/2 de xícara (chá) de alho-poró ( parte branca picada grosseiramente)
1//2  de xícara (chá) de aipo picado
1 cebola grande picada
2 folhas de louro
2 colheres (sopa) de conhaque
2 L de água
2 ramos de tomilho fresco
4 folhas de manjericão fresco
2 ramos de salsa fresca
3 folhas de alfavaca fresca
4 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 cenoura cortada em 3
1 talo de aipo cortado em 2
uma mão de sal grosso

Modo de Preparo

Caldo
1. Numa panela grande, aquecer o azeite em fogo alto. Acrescentar o tomate, os temperos (alho-poró, aipo e cebola) e refogar por 6 minutos.
2. Juntar as cabeças e cascas do camarão, mexer bem. Esmagar com um socador as cabeças para extrair o máximo de sabor.
3. Acrescentar o conhaque e a água, a cenoura, os temperos verdes e o sal grosso.
4. Deixar ferver por 30 minutos. Coar o caldo
5. Colocar o caldo em uma panela ao lado da panela que será feito o risoto.

Risoto
1. Lavar e cortar os morangos em dois. Escolher 5 morangos maiores e mais bonitos e cortá-los em leque para decoração. Reservar.
2.  Numa frigideira aquecer 1 colher (sopa) de azeite e juntar o gengibre. Refogar e acrescentar o camarão do risoto e saltear por apenas 1 minuto. Repetir o processo com o camarão VM  salteando por uns 2 minutos até pegar cor. Reservar.
3. Picar a cebola em pedaços pequenos e bem delicados.
4. Aquecer a panela e adicionar o azeite. Quando esquentar, juntar o arroz e mexer sem parar até este esquentar. Quando tocar o arroz com as costas dos seus dedos e quase queimar está na hora de acrescentar o vinho.
5. Mexer até o vinho evaporar.
6. Adicionar o caldo concha por concha sem parar de mexer. Quando começar a secar o caldo, acrescentar mais e seguir este processo até o arroz estar cozido al dente (cozido por fora e duro no miolo). Se preferir o arroz mais cozido, deixar cozinhar mais um pouco acrescentando caldo e mexendo sem parar.
7. Desligar o fogo e juntar a manteiga e o queijo. Mexer até a manteiga derreter e incorporar. Na Itália não se usa queijo em risotos com frutos do mar, mas aqui no Brasil a preferência é com queijo e por isso esta receita leva queijo.
8. Juntar o camarão e os morangos e mexer suavemente, pois os morangos são sensíveis.
9. Servir os pratos e decorar com um camarão VM, um morango em leque e lascas de queijo.
10. Servir

rendimento: 5 porções

Maris Elisa e Nynke na cozinha da Zela

Fotos by Nynke Westerween



quarta-feira, 27 de abril de 2011

Mais um pouquinho de POA - Del Barbieri Café & Bistrô


Reservei uma espaço aqui para um lugar muito especial que tive o prazer de conhecer em Porto Alegre: o Del Barbieri Café & Bistrô.
Cheguei a este cantinho dos deuses através da revista "Prazeres da Mesa". Assim que bati o olho na foto do lugar me encantei. Fui almoçar no As Santas e comentei com a Georgia que queria ir lá. Imediantamente ela comentou que me acompanharia e marcamos um almoço. Procurei saber onde se localizava e descobri que ficava no Centro, uma quadra do hotel que me hospedo sempre que vou a POA.
Segunda-feira desci a escadaria da Avenida Borges de Medeiros e cheguei ao Bistrô onde marquei com Georgia.
Colado ao Bistrô fica a Barbearia Elegante. Barbearia como antigamente, difícil de se achar hoje em dia e que pertence ao pai de Marcelo Schambeck , o Chef do Bistrô.
O Bistrô é pequeno ( 24 lugares ) e por isso aconselho fazer reserva. Fomos muito bem recebidas pelo Chef e por sua simpática mãe que também trabalha no lugar e descobri mais tarde que é responsável pelo divino Pudim com Calda de Bergamota e pela horta caseira que fornece as ervas ao Bistrô. Ambiente acolhedor e que respira simpatia.
Marcelo serve um Menu Confiance com couvert, entrada e prato principal a R$ 25,90 que aparece escrito num quadro negro acima do bar. Além disso é oferecido um menu de sobremesas. Os vinhos são poucos e muito bem escolhidos, também escritos em um quadro.
Nos foi explicado que o menu varia por mês e de acordo com os produtos da estação.
Pedimos um Malbec da Bodegas & Viñedos Luiz Segundo Correas S.A. e começou o banquete...simples, mas um banquete!!!
Não me recordo o nome do couvert, mas ficou a foto dele.

Couvert

Seguiu-se a entrada: Melância em Molho Oriental com Furikake e Ovas. Suave, delicado, combinação perfeita de sabores e perfumes além da estética que une harmonia, leveza e beleza. Importante comentar um detalhe, sempre que degusto um prato com coentro percebo que o sabor e perfume desta erva domina sobre os outros ingredientes. A diferença no prato de Marcelo é que o coentro não  sobressai, ele completa o prato. Perfeito!!!

Melância em Molho Oriental com Furikake e Ovas

Estavamos felizes quando nos foi servido o prato principal: Pad Thai de Frango do Nosso Jeito!!! E que jeito!!!! Frango, cenoura cortada bem fininha, vagem macarrão, farofinha de amendoim, molho de ostras Kum Chun e o perfumadíssimo manjericão fresquinho direto da horta. Marcelo faz a leitura perfeita dos sabores e temperos e os combina com uma harmonia ímpar.

Pad Thai de Frango do Nosso Jeito

Pra finalizar cada um de nós pediu uma sobremesa diferente. Eu pedi um Brulée de Iogurte e Georgia ficou com a Torta Gelada de Doce de Leite.



Saimos do Del Barbiere em estado de graça!!! Chef Marcelo Schambeck tiro o chapéu pra você e sua equipe!!!


Chef Marcelo Schambeck, Georgia e eu


 Del Barbieri Café & Bistrô
Rua Jerônimo Coelho, 188 - Centro
Porto Alegre - RS
tel: 55 51 3019-4202