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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Guisado de Coelho com Purê de Abóbora


O coelho passou a fazer parte da dieta humana há mais de 2.000 anos. A França atualmente é o país que mais consome coelho no mundo.
Conta a História que os monges espanhóis foram os pioneiros a domesticar coelhos, durante a Idade Média. Eles retiravam os animais dos túneis cavados na terra e os abrigavam nos mosteiros. Dessa primeira forma de criação às instalações e tecnologias da cunicultura de hoje, o bichinho percorreu um longo caminho que redundou em novas raças, diversas variedades e numa capacidade espantosa de proliferação. Não foi só isso. Na culinária de vários países, a carne do coelho foi aproveitada para o preparo de uma diversidade de iguarias. Na França, onde é mais apreciada, o consumo per capita chega a oito animais por ano. Tanto que o país não consegue suprir sua demanda e importa animais da China.
No Brasil, o consumo ainda é muito pequeno, cerca de 120 gramas per capita/ano, Segundo a APCC - Associação Paulista dos Criadores de Coelhos, o baixo consumo se deve ao desconhecimento do produto, ao preço da carne, ainda alto justamente por conta do baixo consumo e, também, ao rótulo de produto exótico que acaba intimidando o consumidor.
Mas, vale a pena experimentar. A carne do coelho é macia, saborosa, tem mais proteínas que a do frango, boi, carneiro ou porco, e menos colesterol do que todas elas. Seu consumo é apropriado para a prevenção de doenças cardiovasculares. É também um alimento de fácil digestão, ideal para a alimentação de crianças, idosos e convalescentes.
O peso médio de um coelho varia entre 1,5 e 2 kg.
Você pode encontrar para comprar o coelho já cortado, mas acho interessante que saibam como se cortar um coelho caso comprem o bichinho inteiro.
Nesta receita escolhi o purê de abóbora, mas outros purês de legumes podem ser utilizados, sozinhos ou misturados, como o purê de brócolis, cenoura, cogumelos, etc.

Ingredientes

Para o coelho
1 coelho
40 g de manteiga
150 g de cogumelos de Paris
1 echalota ( cebola roxa )
1/4 de maço de cebolinha
20 ml de conhaque
150 ml de vinho branco seco
150 ml de  creme de leite fresco espesso
500 ml de caldo branco de frango engrossado ( receita do caldo abaixo )
1 buquê garni ( tomilho, louro, salsa e aipo, embrulhados em uma lâmina de alho-poró ou amarrados )
150 g de alho-poró ( parte branca ) para decoração
100 g de batatas vitelotte ( violeta ) para decoração
sal e pimenta-do-reino moída a gosto

Para o purê
800 g de abóbora
200 g de cenoura
300 g de batata
1 L de leite
1 pitada de noz-moscada
60 g de manteiga
sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de Preparo
1. Cortar o coelho caso tenha comprado ele inteiro. Retirar a cabeça e separar os miúdos ( coração, fígado e pulmões ). Com um facão, seccionar as coxas na altura da bacia. Separar as duas coxas, eliminando a base da coluna ( cóccix ). Se as coxas forem bem carnudas, poderá dividi-las em dois pedaços. Cortar ao longo da base da caixa torácica, depois dividir a coluna vertebral ao meio, a fim de separar as duas patas dianteiras. Cortar o lombo em dois ou três pedaços, dependendo do tamanho. Aconselho que os talhos sejam firmes e precisos, a fim de evitar estilhaços de ossos na carne. O lombo pode ser desossado e depois recheado.


2. Em uma panela funda que possa ser levada ao forno, dourar os pedaços de coelho lentamente na manteiga.
3. Retirar e colocar sobre uma grade.
4. Fatiar e saltear os cogumelos. Acrescentar a echalota e a cebolinha picadas.
5. Flambar o conhaque ( colocar o conhaque numa concha, levar ao fogo e quando a chama acender, jogar na panela em que foi dourado o coelho ) e deglacear ao vinho branco( despejar um líquido frio sobre um recipiente de cozimento após retirar o excesso de gordura. Isso é feito para soltar e diluir os sucos que aderem ao fundo depois do cozimento ).
6. Acrescentar o creme de leite, o caldo branco e o buquê garni.
7. Recolocar os pedaços de coelho, cobrir e levar ao forno seco a 170°C durante 1 hora.
8. Retirar os pedaços. Passar o líquido do cozimento pelo chinois ou peneira fina e reduzir ao fogo até ganhar consistência mais grossa.
9. Temperar e recolocar os pedaços de coelho.
10. Descascar, lavar os legumes e cortar em cubos grandes.
11. Colocar os legumes em uma  panela com leite frio, um pouco de noz-moscada e cozinhar. Escorrer e bater no liquidificador.
12. Levar ao fogo brando e mexer sem parar. Juntar a manteiga e temperar.
13. Cortar o alho-poró em julienne ( corte em tirinhas bem finas, estreitas feitas com uma mandolina ou faca ). Fritar e salgar.
14. Cozinhar as batatas vitelotte com casca em água. Descascar e cortar em rodelas finas.
15. Servir em pratos rasos. Preencher sem encher ( um pouco menos que a metade ) com o purê uma forminha vasada de aro. No meio do purê colocar um pedaço de coelho. Regar com molho. Dispor sobre o coelho um punhado de fios de alho-poró e decorar com rodelas de batata vitelotte.

rendimento: 6 porções
tempo de preparo: 45 minutos
tempo de cocção: 1h10

Caldo Branco

Ingredientes ( para 1 litro )

200 g de ossos ( vitela, aves, caça, etc )
50 g de cenoura
50 g de cebola
50 g de alho-poró
30 g de aipo branco
1 buquê garni
2 cravos-da-índia
1,5 L de água

Modo de Preparo
1. Branquear os ossos triturados ( o mesmo que escaldar ou cozinhar um alimento em água fria para retirar o excesso de sal em carnes salgadas e secas ou amido em batatas, amolecer a casca de legumes secos, ou eliminar impurezas de carnes ). Lavar cuidadosamente.
2. Descascar, lavar e cortar em pedaços grandes os legumes.
3. Dispor os ossos em uma travessa e cubrir com água.
4. Acrescentar os legumes, o buquê garni e os cravos-da-índia. Deixar ferver.
5. Cozinhar sem cobrir retirando a espuma com uma escumadeira de vez em quando. O tempo de cocção depende da espessura dos ossos ( varia de 1 a 3 horas ).
6. Passar pelo chinois ou peneira fina, retirar o execsso de gordura da superfície e esfriar rapidamente.
7. Para engrossar fazer uma liga à base de molho roux ( 50 g de farinha de trigo e 50 g de manteiga ) ou de fécula de batata ( 50 g diluídas em água fria ).

Dica: Jamais tempere o caldo branco, pois ele pode ser reduzido, e assim concentrar o teor de sal.


Batata Vitelotte
Batata com uma cor violeta, tem uma pele escura, quase negra, e uma polpa azul-violeta matizada de branco. Tem o sabor delicado e também é conhecida como "Negresse ou Truffe de Chine".
É uma variedade de batata muito versátil, que pode ser consumida frita, cozida, em saladas ou purê.
É originária do Peru e da Bolívia e dizem ser uma mistura antiga de vários tipos de batatas peruanas.
Esta batata tem uma baixo rendimento na sua produção e por isso faz com que seja mais cara.


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Maçã Assada com Farofa de Canela e Sorvete de Creme


Ontem foi aniversário do meu bebê. Babi fez 12 anos e comemoramos em família. Cachorro-quente, pizza, pipoca, Pargo no Sal Grosso e Salada Verde. Pra fechar servimos de sobremesa uma receita de família: Maçã Assada com Farofa de Canela e Sorvete de Creme.
Simples de fazer, combinação perfeita de sabores!!!
Não sei bem de onde veio esta receita. Acho que foi minha tia que fez um dia e desde então  esta singela sobremesa é presença certa em qualquer festinha na casa dos Brum.

Ingredientes
4 maçãs Fuji
1 xícara de açúcar branco
1 a 2 colheres de sopa de manteiga
canela a gosto
1 limão
sorvete de creme

Modo de Preparo
1. Encher uma tigela com água e espremer o limão na água.
2. Descascar as maçãs e cortar em duas metades. Retirar sementes e cabos com cuidado para não destruir a polpa da fruta.
3. Cortar as maçãs em fatias de 0,5 cm no sentido do comprimento e deixá-las de molho na água com limão.
4. Misturar numa tigela o açúcar, a manteiga e a canela. Misturar até formar uma farofa. Colocar os ingredientes aos poucos até formar a farofa.
5. Cobrir o fundo de uma travessa refratária com fatias de maçã e polvilhar com a farofa. Repetir este processo até acabarem as fatias de maçã, finalizando com farofa.
6. Cobrir com papel alumínio e levar ao forno à 180° C por aproximadamente 15 a 20 minutos ou até as maçãs ficarem macias sem quebrarem.
7. Retirar do forno e servir ainda quente com sorvete de creme. Se sobrar, guarde na geladeira e antes de servir esquente a maçã no microondas por 20 segundos em potência máxima.

rendimento: 10 porções

Babi, eu, Teca ( irmã ) e mãe


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Risoto de Camarão com Morango


Amigos o que não falta aqui na minha cozinha é receita de risoto, prato italiano que virou febre aqui no Brasil.
Já postei várias receitas deste prato, mas em nenhuma delas contei a história desta delícia, que está ligada a uma história de amor. A lenda que explica a origem do risoto diz que o prato foi inventado pelo artista Valerio di Fiambra, no final da Idade Média. Responsável pela criação dos vitrais da catedral de Milão, Fiambra era conhecido por apreciar a boa comida e boa bebida de sua terra. Era na taberna da cidade onde vivia que ele aproveitava para degustar bons vinhos locais. Sua filha mais velha costumava seguir o pai às escondidas e observar o que acontecia naquele "local proibido".
Com o tempo, a jovem acabou apaixonando-se pelo filho do proprietário da taberna e foi correspondida. Em setembro de 1574, os dois se casaram. Durante os preparativos da festa de casamento, Fiambra deixou cair um pedaço de açafrão dentro do arroz cozido no caldo. A lenda conta que a atitude de Fiambra foi uma demonstração de ciúmes pela filha.
O resultado desta mistura acidental foi conhecido no final da  noite, quando os convidados começaram a procurar o cozinheiro criador da saboroso prato. Assim nascia o Risoto Branco ou Risoto alla Millanese, o mais tradicional de todos os risotos.
Bonita a história, mas voltemos ao risoto do dia: Risoto de Camarão com Morango. Não é mais do que o risoto de camarão adicionado de morangos, fruta ácida que combina perfeitamente com o sabor do camarão.
Fiz esta receita aqui em casa para minha mãe e filha. Durante o processo percebi que ficaria delicioso e resolvi dividi-lo com amigas que quisessem chegar aqui em casa. Assim recebemos Maria Elisa Bicudo e sua filha Beatriz, e ainda hospedava aqui a amiga holandesa Nynke Westerween.
Este foi um dos melhores risotos que já sairam das minhas panelas e só por isso merece ser dividido com vocês.

Ingredientes

Para o risoto
500 g de arroz arbóreo ou carnaroli
1 colher de chá de gengibre picado
2 L de caldo de camarão
2 kg de camarão cinza graúdo fresco com casca e cabeça (casca e cabeça serão usados para fazer o caldo)
2 caixas de morangos graúdos
5 camarões VM fresco para decoração
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 cebola branca média
50 g de manteiga
100 g de parmegiano reggiano ou grana padano
240 ml de vinho branco seco, aproximadamente

Para o caldo
Cascas e cabeças do camarão do risoto ( escolha os camarões com as cabeças mais vermelhas)
4 tomates sem pele picados
1/2 de xícara (chá) de alho-poró ( parte branca picada grosseiramente)
1//2  de xícara (chá) de aipo picado
1 cebola grande picada
2 folhas de louro
2 colheres (sopa) de conhaque
2 L de água
2 ramos de tomilho fresco
4 folhas de manjericão fresco
2 ramos de salsa fresca
3 folhas de alfavaca fresca
4 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 cenoura cortada em 3
1 talo de aipo cortado em 2
uma mão de sal grosso

Modo de Preparo

Caldo
1. Numa panela grande, aquecer o azeite em fogo alto. Acrescentar o tomate, os temperos (alho-poró, aipo e cebola) e refogar por 6 minutos.
2. Juntar as cabeças e cascas do camarão, mexer bem. Esmagar com um socador as cabeças para extrair o máximo de sabor.
3. Acrescentar o conhaque e a água, a cenoura, os temperos verdes e o sal grosso.
4. Deixar ferver por 30 minutos. Coar o caldo
5. Colocar o caldo em uma panela ao lado da panela que será feito o risoto.

Risoto
1. Lavar e cortar os morangos em dois. Escolher 5 morangos maiores e mais bonitos e cortá-los em leque para decoração. Reservar.
2.  Numa frigideira aquecer 1 colher (sopa) de azeite e juntar o gengibre. Refogar e acrescentar o camarão do risoto e saltear por apenas 1 minuto. Repetir o processo com o camarão VM  salteando por uns 2 minutos até pegar cor. Reservar.
3. Picar a cebola em pedaços pequenos e bem delicados.
4. Aquecer a panela e adicionar o azeite. Quando esquentar, juntar o arroz e mexer sem parar até este esquentar. Quando tocar o arroz com as costas dos seus dedos e quase queimar está na hora de acrescentar o vinho.
5. Mexer até o vinho evaporar.
6. Adicionar o caldo concha por concha sem parar de mexer. Quando começar a secar o caldo, acrescentar mais e seguir este processo até o arroz estar cozido al dente (cozido por fora e duro no miolo). Se preferir o arroz mais cozido, deixar cozinhar mais um pouco acrescentando caldo e mexendo sem parar.
7. Desligar o fogo e juntar a manteiga e o queijo. Mexer até a manteiga derreter e incorporar. Na Itália não se usa queijo em risotos com frutos do mar, mas aqui no Brasil a preferência é com queijo e por isso esta receita leva queijo.
8. Juntar o camarão e os morangos e mexer suavemente, pois os morangos são sensíveis.
9. Servir os pratos e decorar com um camarão VM, um morango em leque e lascas de queijo.
10. Servir

rendimento: 5 porções

Maris Elisa e Nynke na cozinha da Zela

Fotos by Nynke Westerween



quarta-feira, 27 de abril de 2011

Mais um pouquinho de POA - Del Barbieri Café & Bistrô


Reservei uma espaço aqui para um lugar muito especial que tive o prazer de conhecer em Porto Alegre: o Del Barbieri Café & Bistrô.
Cheguei a este cantinho dos deuses através da revista "Prazeres da Mesa". Assim que bati o olho na foto do lugar me encantei. Fui almoçar no As Santas e comentei com a Georgia que queria ir lá. Imediantamente ela comentou que me acompanharia e marcamos um almoço. Procurei saber onde se localizava e descobri que ficava no Centro, uma quadra do hotel que me hospedo sempre que vou a POA.
Segunda-feira desci a escadaria da Avenida Borges de Medeiros e cheguei ao Bistrô onde marquei com Georgia.
Colado ao Bistrô fica a Barbearia Elegante. Barbearia como antigamente, difícil de se achar hoje em dia e que pertence ao pai de Marcelo Schambeck , o Chef do Bistrô.
O Bistrô é pequeno ( 24 lugares ) e por isso aconselho fazer reserva. Fomos muito bem recebidas pelo Chef e por sua simpática mãe que também trabalha no lugar e descobri mais tarde que é responsável pelo divino Pudim com Calda de Bergamota e pela horta caseira que fornece as ervas ao Bistrô. Ambiente acolhedor e que respira simpatia.
Marcelo serve um Menu Confiance com couvert, entrada e prato principal a R$ 25,90 que aparece escrito num quadro negro acima do bar. Além disso é oferecido um menu de sobremesas. Os vinhos são poucos e muito bem escolhidos, também escritos em um quadro.
Nos foi explicado que o menu varia por mês e de acordo com os produtos da estação.
Pedimos um Malbec da Bodegas & Viñedos Luiz Segundo Correas S.A. e começou o banquete...simples, mas um banquete!!!
Não me recordo o nome do couvert, mas ficou a foto dele.

Couvert

Seguiu-se a entrada: Melância em Molho Oriental com Furikake e Ovas. Suave, delicado, combinação perfeita de sabores e perfumes além da estética que une harmonia, leveza e beleza. Importante comentar um detalhe, sempre que degusto um prato com coentro percebo que o sabor e perfume desta erva domina sobre os outros ingredientes. A diferença no prato de Marcelo é que o coentro não  sobressai, ele completa o prato. Perfeito!!!

Melância em Molho Oriental com Furikake e Ovas

Estavamos felizes quando nos foi servido o prato principal: Pad Thai de Frango do Nosso Jeito!!! E que jeito!!!! Frango, cenoura cortada bem fininha, vagem macarrão, farofinha de amendoim, molho de ostras Kum Chun e o perfumadíssimo manjericão fresquinho direto da horta. Marcelo faz a leitura perfeita dos sabores e temperos e os combina com uma harmonia ímpar.

Pad Thai de Frango do Nosso Jeito

Pra finalizar cada um de nós pediu uma sobremesa diferente. Eu pedi um Brulée de Iogurte e Georgia ficou com a Torta Gelada de Doce de Leite.



Saimos do Del Barbiere em estado de graça!!! Chef Marcelo Schambeck tiro o chapéu pra você e sua equipe!!!


Chef Marcelo Schambeck, Georgia e eu


 Del Barbieri Café & Bistrô
Rua Jerônimo Coelho, 188 - Centro
Porto Alegre - RS
tel: 55 51 3019-4202



terça-feira, 26 de abril de 2011

Comer bem em Porto Alegre - Moinhos de Vento


Porto Alegre é povoada por bons restaurantes, botecos, galeterias e bares para todos os gostos. Fiz uma seleção  e sai para conferir.
Num único bairro chamado Moinhos de Vento concentram-se vários cantinhos que merecem ser visitados e oferecem excelentes opções para almoço e jantar. Começo pelo As Santas Bistrô. Ambiente requintado e aconchegante. Cheguei a ele através do blog Destemperados( http://destemperados.blogspot.com/ ). Havia um show de jazz logo na entrada. Me  apresentei e procurei saber quem era o Chef, Luciano Soares logo veio à mesa e me apresentou o menu. Comi, bebi e depois conheci a proprietária Georgia Brun Gouvea. Conversamos muito e desta passagem pelo As Santas ficou uma amizade que se estende até hoje e quem sabe uma possivel parceria profissional.


O As Santas me deixou na memória gustativa o prato que  foi servido na última sexta-feira Santa: Lombo de Bacalhau com Cebolas Confit, Molho Vichyssoise, Ovo Poché e Mini-Batatas Assadas.

Lombo de Bacalhau

Combinação perfeita de sabores, textura e cores. Suave e encantador.
Pra finalizar a conta veio dentro de uma caixinha de madeira que adorei!!! Uma delicadeza!!



As Santas Bistrô
Rua Hilário Ribeiro, 287 - Moinhos de Vento
Porto Alegre - RS
tel: 55 51 3019-7997

Fotos by Eduardo Liotti 





Continuando meu tour pelo bairro, escolhi o japonês Daimu. Gosto muito da gastronomia japonesa. Fui muito bem recebida e optei pelo rodízio que acontece no almoço. Era sábado e o rodízio saiu por R$ 44,00/pessoa.
Começou com o buffet frio;  uma saladinha, seguida por uma série de sushis, califórnia, temakis seguidos de espetinhos de porco, tempurá de legumes e yakissoba.




Tenho hábito de frequentar restaurantes japoneses, pois minha filha Babi adora e dificilmente encontro um que não se repita, ou seja, parecem todos iguais com sabores semelhantes. O Daimu não é assim!!! Os pratos são inovadores e criativos e até mesmo o sashimi de salmão que pensei ser o mesmo em qualquer lugar, aqui é diferente, feito com matéria-prima fresca, corte perfeito e harmônico e servido de forma a encher os olhos de quem vai comê-lo. Além disso, o Daimu foge do lugar-comum e nos oferece pratos diferentes dos habituais sushis e sashimis que encontramos por ai.



O Daimu está entre os melhores restaurantes japoneses que frequentei até hoje.

Daimu - Cozinha Japonesa
Rua Dinarte Ribeiro, 169 - Moinhos de Vento
Porto Alegre - RS
tel: 55 51 3222-0038




Finalizando minha passagem pelo Moinhos, cheguei ao Vinum Enoteca. Já cheguei feliz porque vinho faz parte das delícias que não abro mão. Telefonei e fiz a reserva que não era necessária, pois estava em pleno feriado e Porto Alegre estava vazia, mas em dias comuns aconselho não chegar ao Vinum sem reserva.
O Vinum é um wine bar de respeito e com atendimento de primeira. Começando pela máquina que serve três medidas de taça preservando as qualidades do vinho por mais de 30 dias. Essa máquina estava abastecida com 8 garrafas, 4 tintos e 4 brancos perfeitamente harmonizados pelo Sommelier Junior Maroso que me recebeu muito bem e me fez viajar pelo pequeno paraíso de vinhos que se encontra nesta Enoteca. É importante ressaltar que a casa possui inúmeros rótulos de diversos países, mas destacam os vinhos nacionais.
Você pode escolher um garrafa ou degustar os vinhos da máquina. Fiquei com a segunda opção e não me arrependi.
O lugar é sofisticado, bem decorado, dois planos, mas confesso que a varanda tem seu charme e fiquei nela. A cozinha é pilotada pelo Chef Marcus Stoll que fecha o ciclo possibilitando unir excelentes vinhos com pratos  um tanto originais, como o Hamburguer Gourmet de Salmão e Guacamole . Eu fiquei com um Risoto servido com Costeletas de Cordeiro.
Outra coisa que gostei muito no Vinum foi ter encontrado ali um ponto de orientação turística.
Se forem a POA confiram este lugar pra lá de agradável.

Vinum Enoteca
Rua Marquês de Herval, 52 - Moinhos de Vento
Porto Alegre - RS
tel: 55 (51) 3395-4597


Porto Alegre e o Cachorro-Quente do Rosário


Cachorro-Quente do Rosário

Vários motivos me levam sempre a Porto Alegre, cidade que admiro, povo que me recebe muito bem e sempre tenho excelentes experiências enogastronômicas por lá.
Aproveitei a Semana Santa e embarquei pra POA para descansar, curtir a gauchada, beber e comer muito bem.
Sempre que escolho um roteiro faço uma busca dos melhores lugares para se comer, degustar um bom vinho, parques, museus...faço a mala e pego a estrada.
Vocês me conhecem e sabem que meu melhor programa é escolher restaurantes e comer o que de bom se produz por onde quer que eu vá.
Porto Alegre é um celeiro da boa gastronomia. Não falo só dos restaurantes requintados, mas também de carrocinhas de cachorro-quente entre outras delícias.
Os porto-alegrenses, mesmo sem se esforçar para isso, acabam se mostrando como parte de um mundo bem diferente daquele com o qual estamos acostumados. Mesmo o dia-a-dia, ao preparar um mero sanduíche, eles acabam inventando algo sutil, melhorando aquilo que já era bom. E caso eles não consigam modificar o sanduíche em si, pelo menos o batizam com um novo nome. Exemplos disso são o famoso misto quente, que na capital gaúcha é chamado de torrada americana, e o queijo quente, que é conhecido como torrada simples.
O primeiro lugar que fui chama-se Cachorro-Quente do Rosário, a carrocinha mais famosa de Porto Alegre. Na verdade, não fui ao Rosário neste feriado e sim no ano passado e fiquei devendo esta postagem. O cachorro-quente que é considerado o primo pobre dos sanduíches está entre os que mais gosto. Segundo suas origens não é nada mais que uma salsicha com pão cortado ao meio. Os brasileiros incrementaram com molho de tomate e maionese para deixar o sanduba menos seco. Os porto-alegrenses foram mais além e, ao invés de uma decidiram colocar duas ou três salsichas dentro do pão.
Antigamente, o carrinho de cachorro-quente era conhecido como Cachorro do Bambi. Os gaúchos se recusaram a comer num lugar com este nome e batizaram de Cachorro-Quente do Rosário. O sanduíche, porém, é servido num pão que os gaúchos chamam de cacetinho; pode ter duas ou três salsichas, ou uma linguiça,e é acompanhado de molho de tomate, queijo ralado, ervilha e, no final, seu toque especial: azeite.
O Colégio Rosário se tornou referência na cidade porque na sua esquina está o mais tradicional carrinho de cachorro-quente da cidade.
Esta foi minha primeira parada em POA e recomendo.




Cachorro-Quente do Rosário
em frente ao Colégio Marista Rosário
Praça Dom Sebastião, 2 - Independência
Porto Alegre - RS

 

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Brownies com Recheio de Cheesecake




Em semana de Páscoa nada melhor que uma receitinha com chocolate. Já postei a receita do brownie aqui no blog, mas este é um pouco diferente, pois tem o charme de ser recheado com cheesecake.
De onde vem os brownies? Conta-se que uma bibliotecária norte-americana do Maine, Miss Brown, esqueceu-se de usar fermento em pó em um bolo de chocolate e este acabou saindo do forno completamente murcho e assim nasceu o famoso Brownie!!!  Outra versão diz que o brownie surgiu do descuido de um cozinheiro americano que extrapolou no chocolate e se esqueceu do fermento. Independente da versão, o brownie como tantas outras maravilhas gastronômicas, nasceu de um engano.
Perceberão que esta receita tem as medidas caseiras com seus respectivos pesos. Aconselho usarem uma balancinha de precisão que não terá erro. Doces e balanças andam de mãos dadas!!! Outro conselho é sobre o uso de termômetro. Tenha sempre um por perto para controlar a temperatura do chocolate.
Uso dois tipos de queijo. O cream cheese e o quark. Este último é um queijo típico da Europa Central e muito consumido na Alemanha. Trata-se de uma espécie de queijo branco, magro e o seu sabor faz lembrar um pouco o iogurte. Feito de leite de vaca, combina bem com compotas de fruta ou pedaços de fruta. Fica delicioso se for servido no prato ao lado de uma sobremesa.

Queijo Quark
A arte de cozinhar é assim...cada vez descobrimos novidades em torno de uma receita. Encontrei esta num livro, fiz e aprovei!!!

Ingredientes

Massa dos Brownies
200 g de nozes-pecã, torradas e picadas grosseiramente
200 g de farinha de trigo, peneirada duas vezes e colocada numa tigela
6 ovos médios em temperatura ambiente ( 300 g no total )
450 g de açúcar
200 g de chocolate meio amargo ( 70% de cacau ), finamente picado
300 g de manteiga sem sal
1 pitada de sal

Recheio de Queijo
250 g de cream cheese, passado na peneira
140 g de queijo quark, passado na peneira
60 g de açúcar
15 g de farinha de trigo
1 ovo médio ( 50 g )
2 gemas médias ( 40 g no total )

Glacê
85 g de manteiga sem sal, em cubos
120 ml de água
250 g de chocolate meio amargo ( 70% de cacau ), finamente picado

Modo de Preparo
1. Untar uma forma para brownie ou uma assadeira funda, untada com manteiga e o fundo forrado com papel-manteiga.
2. Preaquecer o forno a 170ºC.
3. Para o recheio de queijo, misturar todos os ingredientes em uma tigela grande, cubrir e reservar.
4. Para a massa do brownie, misturar as nozes com a farinha. À parte, em uma tigela grande, colocar os ovos com uma pitada de sal e 200 g de açúcar. Bater até obter uma mistura clara e esponjosa e juntar, aos poucos, o restante do açúcar, batendo sempre.
5. Colocar o chocolate em uma tigela refratária e aquecer em banho-maria. Lembrar que a tigela tem que encaixar perfeitamente na panela com água fervendo sem que o fundo da tigela toque na água.
6. Aquecer a manteiga até espumar e, batendo, adicionar devagar o chocolate derretido. Mexer até a temperatura cair para 40ºC. Deixar esfriar.
7. Adicionar 2 a 3 colheres de sopa da mistura de ovos à de chocolate para torná-la mais leve. Depois acrescentar o restante, tomando cuidado para não deixar o ar escapar. Para isso aconselho misturar com uma colher ou espátula em movimentos suaves de baixo para cima.
8. Acrescentar a mistura de farinha e pecãs, uma colherada por vez. Despejar na forma preparada.
9. Colocar o recheio de queijo num saco confeiteiro com um bico simples. Espremer 2 cm de recheio sobre a superfície de chocolate, a intervalos regulares.



10. Assar por 35 a 40 minutos. Quando centro do bolo começar a ficar firme, retirar do forno e deixar esfriar na forma.
11. Para preparar o glacê, colocar a manteiga e a água dentro de uma caçarola e leve ao fogo até atingir o ponto de fervura. Com o auxílio de uma concha, colocar os pedaços de chocolate picados no centro. Retirar do fogo e esperar alguns minutos.
12. Com uma espátula e trabalhando sempre do meio para fora, incorporar o líquido ao chocolate. Mexer até estar tudo bem misturado, mais uma vez tomando cuidado para não deixar entrar ar. O glacê deve apresentar um brilho suave.
13. Espalhar uma camada do glacê sobre o brownie e arrastar um pente de confeiteiro ou um garfo fazendo ondulações.



14. Cortar em quadrados usando uma faca molhada com água quente e servir acompanhando um café.

rendimento: 24 brownies